FRED
O REGRESSO AOS PALCOS NO CICLO "CAIS À NOITE"
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O FRED continua a sua viagem musical, numa incursão ao improviso do jazz na interpretação de grandes temas do hip hop mundial, assumindo como sempre a bateria e acompanhado por Karlos Rotsen no piano, Eduardo Cardinho no vibrafone, Márcio Augusto no baixo e Tomás Marques no saxofone.
Todos anseiam por estar juntos de novo a fazer o que mais gostam e o que tão bem sabem e, sobretudo, voltar ao contacto com o público e àquela troca de emoções que só existe num espetáculo ao vivo que acontece “aqui e agora” e que é irrepetível.
Esse momento está marcado e será já na próxima 6ª feira, dia 17 de Julho, na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré (Íhavo), no Cais à Noite, ciclo de música eletrónica que acontece anualmente, no verão, no Cais Criativo da Costa Nova, mas que este ano, tendo em conta o atual contexto de pandemia, acontece na Casa da Cultura de Ílhavo e na Fábrica das Ideias da Gafanha Nazaré, por serem espaços que possibilitam o cumprimento das novas regras para público, equipas e artistas em salas de espetáculos, garantindo o conforto e segurança de todos. Um ciclo que, este ano, marca a reabertura das salas do 23 Milhas, um momento que combina a satisfação do regresso com um olhar e ação profundamente cautelosos.
O grupo Júpiter abrirá a noite, atuando em “casa” e dando lugar ao espetáculo do FRED que parte da eletrónica para uma abordagem orgânica, sendo os sons samplados, dos temas interpretados, verdadeiramente tocados.
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17 JULHO
GAFANHA DA NAZARÉ - FÁBRICA DAS IDEIAS - 22H00
BILHETES
€ 4,00
BILHETES À VENDA NA BOL
NA BILHETEIRA CASA DA DA CULTURA EM ÍLHAVO E NO PRÓPRIO DIA NA BILHETEIRA DA FÁBRICA DAS IDEIAS
(Para assuntos relacionados com a bilheteira contactar o número 234 397 263)
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Uso obrigatório de máscara durante todo o tempo de permanência no espaço
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ACERCA DO CONCERTO DE ESTREIA NO MUSICBOX A 7 FEV 2020 / POR JOÃO MINEIRO
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A bateria de FRED é uma relíquia da música portuguesa contemporânea. Acompanhou projetos tão distintos como os Yellow W Van, os Buraka Som Sistema, os Oioai, os Dapunksportif, os 5-30, a Banda do Mar ou os Orelha Negra, já para nem falar das dezenas de colaborações em que se tem empenhado e com quem tem tocado ao vivo. Sempre discreto, mas sempre presente, lançou-se a solo no ano passado com “O amor encontra-te no fim”, um dos mais bonitos, sinceros e genuínos discos que ouvi nos últimos anos. Ontem no MUSICBOX LISBOA apresentou-se em nome próprio com um concerto sublime e que conquistou toda a sala.
Aquilo que eu gosto num músico como o Fred é a sua capacidade de deixar a música realmente comunicar. É esse engenho raro de fazer da música uma linguagem intuitiva e complexa, apreensível e ousada. A música é a sua partilha do sensível. É uma coisa que acontece. E Fred sabe fazê-la acontecer, moldando-a para que ela dialogue consigo e connosco que a recebemos.
Em palco Fred sabe ser a segurança de um coletivo onde o todo é melhor que a mera soma das partes. Mas onde as partes, tão bem sintonizadas que estão, têm espaço de libertação - e quão bem brilharam ontem. Talvez por isso no seu concerto haja tantos sorrisos em palco. Sinais de cumplicidade e de verdadeiro prazer. Os músicos improvisam, brincam. São livres e nós com eles.
No concerto de ontem a bateria de Fred dirigia as peças que o vibrafone de Eduardo Cardinho colava. O piano de Karlos Rotsen preenchia o espaço e o tempo da música, tal como o baixo Márcio Augusto sabia dar corpo ao coletivo sem perder o direito de fuga. Tomás Marques sabe arrepiar uma sala de saxofone em punho.
Naquela hora e meia vivemos uma homenagem sensível às sonoridades de Pete Rock, Mos Def ou De La Soul, horando com distinção os mestres Roy Ayers e J Dilla, que terá adorado este presente de aniversário. Uma homenagem que partindo das suas sonoridades, lhes oferece novas roupagens, linguagens e que as faz chegar a novos públicos. Haverá melhor homenagem que esta? Que felizes fomos naquela hora e meia. Muito obrigado.
João Mineiro
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Fred Ferreira é músico e produtor. A sua carreira confunde-se, em grande parte, com a história recente da música em Portugal.
Nasceu em Lisboa, filho de um músico de referência e aos 15 anos já tocava com os Yellow W Van, a sua primeira banda.
A música nunca deixou de fazer parte da sua vida, em momento algum.
Nesse sentido, ao longo dos tempos, colaborou com bandas e músicos de referência como Buraka Som Sistema, Mallu Magalhães, Adriana Calcanhotto, Sam The Kid, Slow J, Raquel Tavares, Dapunksportif, entre outros.
Assumiu como sua a bateria de Orelha Negra, Banda do Mar, 5-30 e projetos mais próximos da sonoridade que é hoje a sua verdadeira identidade.
São muitas as vidas de Fred Ferreira e é difícil resumi-las num texto.
No entanto, em palco, todas essas camadas encaixam na perfeição e o seu talento brilha ao ritmo da bateria.
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