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NEWSLETTER #50 2022
30 NOVEMBRO

fotografia: Vera Marmelo
MIRAMAR

COM AGENCIAMENTO NA RADAR DOS SONS
MIRAMAR é o duo de guitarras formado pelos músicos Frankie Chavez e Peixe e que conta já com dois discos editados - Miramar (2019) e Miramar II (2022).

O seu espetáculo ao vivo é uma viagem; uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem eletricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.

À música junta-se a projeção de vídeos tema a tema, envolvendo e transportando o público para um espaço imaginário para além da tela, numa experiência sinestética que se espera única e marcante.

Para 2023 preparam-se novas viagens.

BIOGRAFIAS

FRANKIE CHAVEZ

Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelo Blues e pelo mais clássico Rock, tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a guitarra; uma das características que o distingue é a abordagem que tem com instrumentos como a guitarra portuguesa. Com uma afinação única e com uma técnica que nada tem a ver com a tradicional, mistura o som característico do instrumento com riffs de blues, criando uma sonoridade completamente nova.

“Alcântara” é o seu mais recente disco, a editar no primeiro trimestre de 2023, no qual explora como nunca antes o tinha feito, a portugalidade, com temas originais cantados na sua língua materna.


PEIXE (PEDRO CARDOSO)

Peixe é um nome de referência, com um percurso muito particular, levando a sua música a muitas outras formas artísticas. Como músico de formação clássica e jazz está na génese de diversos grupos, tais como Ornatos Violeta, Pluto e o Trio de Jazz DEP, entre outros. É responsável por diversos projetos na área da música, como forma de inclusão e interação entre comunidades, e cria a OGBE – Orquestra de guitarras e baixos elétricos. É autor de várias obras para teatro, trabalhando em projetos de referência, destacando-se a sua mais recente colaboração com o Teatro Nacional de São João, nos espetáculos “Lear” de 2021 e “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago de 2022. Na área da dança contemporânea tem colaborado com a coreógrafa Joana Providência.

Para além de várias colaborações com artistas de renome nacional e internacional, ora como músico, ora como compositor, Peixe tem dois discos a solo editados: “Apneia” em 2012 e “Motor” em 2015.

ACERCA DO DISCO MIRAMAR II




“ADMIRAMAR”

Desde o seu Prelúdio que a música de Pedro Cardoso e Frankie Chavez parece propor um tipo de sobrevivência harmónica oriunda de um duelo ao sol de guitarras. Se a guitarra tem sido um instrumento cada vez mais explorado numa recente musicalidade portuguesa, o seu carácter tendencialmente zeloso poderia afirmar-se pouco complacente num registo quatro mãos, como se a espacialidade aprofundada na câmara de ressonância tolerasse pouco uma solidariedade de iguais. Contudo, o carácter predador da guitarra patente nesse nervosismo existente na tensão dialógica que a dupla pratica vai-se dirimindo numa simbiose de responsos articulatórios, os quais se alimentam de espacialidades várias, como vento para o pensamento.

Se o exercício de ler nos nomes das faixas de Miramar II é cair num tipo de falácia que faz com que a música seja paradoxalmente lida a partir de chaves de leitura literária, a verdade é que a abertura da música de Peixe e Chavez aponta para lugares de evasão, de Estocolmo a Lisboa, atraindo o ouvido a uma interpretação, a uma sugestão. A errância é apreendida no carácter compósito dos instrumentos, tornando multidialectal a experiência de errância, a exemplo justamente da convivência entre diversos registos de guitarra, desde a lap steel guitar à guitarra portuguesa. Se este é um disco espacial, ou de uma certa espacialidade, talvez o seja porque a ausência de voz obriga a um abandono cinematográfico que aconselha à imposição de lugares na ausência dos corpos.

A presença militante de guitarras, o seu desdobramento, parece esta, assim, por uma ausência, de onde as cordas serão as presenças in absentia e abstractas de um tipo de chiado de almas que habita os espaços em memória, senhores de pedra, frios e inamovíveis, após a passagem das almas. As guitarras são também um tipo de voz de sibila que se eterniza nos filamentos exauridos da sua memória. É aqui que se torna interessante a convocação de outro tipo de cordas, as de Mário Laginha, que traz a Recolher um tipo de lacrimosa à tensão mais austera das guitarras.

A música de Miramar, sendo experimental, requer ouvidos tipo búzio, afeitos a escutarem um mar de guitarras mais evocativo do que real. Ela é um laboratório de lugares, um tipo de viagem à volta de um quarto, e o seu desdobramento cénico uma virtude da sua tensão. Dir-se-ia ser este tipicamente um país pequeno para dois solistas, não fosse este um espaço de fuga de dois paisanos, duplicado por dois horizontes únicos de paisagem.

Daniel Jonas


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